
Sem sair um milimetro da tradição da casa, o que se viu no ambiente pedregoso do Grand Palais, com cara de Finlândia, um caminho esfumaçado e preto, foi um jeito moderno de usar o que mademoiselle Chanel propôs. Isto é: os tailleurs famosos em tweed preto e branco ganham o brilho do lurex prata e são usados com calças slim ou leggings e boots pretinhas. As calças mais retas são ajustadas na barra por meias grossas, bem ao gosto das meninas que circulam pelas ruas do mundo. Há casacos com corte de pelerine, macacões com brilho.
O visual jovem foi arrematado por cabelos em estilo improvisado, como gostam as brasileiras, principalmente as cariocas. Sabem como é, aquele coquinho enrolado, só que de banda, com um clipe bonito.
Quanto aos caras, também sempre em preto, cinza e branco, vestem macacões com jeito de mecânico, em tecido com visual gasto. E eles levam as bolsas de correntinhas a tiracolo, em versão mais sóbria, masculina.
Foi perfeito, sem cantoras na passarela, nem performances além do caminhar seguro das modelos. Impecável como proposta de moda. Moderno, sem desprezar a tradição.